Elenco: Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg
Direção: Lars Von Trier
Duração: 104 (intermináveis) minutos
Quando ouvi falar deste novo projeto de Lars Von Trier, logo pensei: este filme vai ser uma droga. Assisti. Adivinha o que eu achei? Uma…droga! Mas vamos com calma.
Muitos julgam Lars como um embuste da indústria cinematográfica, outros o colocam em um pedestal com uma redoma de vidro e o idolatram. Eu não diria nem uma coisa, nem outra. Apenas que ele é um diretor que sobrevive da polêmica que ele adora causar.
Discordo totalmente do gênero terror a que o filme foi classificado. De terror não tem nada, não dá sustos nem mata de medo a platéia. Porém, trata de “horrores”, de até onde os seres humanos conseguem lidar com a dor. Em termos de gênero. fica mais para um drama psicológico.
Anticristo envolve um casal atordoado pela perda do filhinho que caiu de uma janela enquanto eles curtiam um momento íntimo. A cena inicial, nomeada prólogo, mostra cenas muito bonitas esteticamente falando, em preto e branco e câmera lenta e uma música muito bonita (Lascia ch’io Pianga, de Händel). Lars, na onda de Ken Park e 9 Songs, apela para o sexo explícito para mostrar que é polêmico (quanta criatividade dele…). O garotinho, antes de morrer estatelado no chão, flagra o casal transando. Isso pode explicar a relação sexo-morte que permeia o psicológico da protagonista. O casal vai para uma cabana numa floresta chamada Éden (dããã). Nesta cabana, a esposa já havia estado com o filho para terminar sua dissertação de Mestrado sobre o tratamento dado às mulheres pelos homens ao longo da história. Lá acabam passando por momentos de muito sexo (lógico), DR (Discussão de Relacionamento), conflitos psicológicos, sessões de psicanálise e experiências extremamente violentas e sádicas.
O nível de detalhamento das cenas violentas (há uma cena de mutilação, perfuração de membros e de ejaculação de sangue) é extremamente chocante para alguns estômagos sensíveis. Se a sua namorada odeia esse tipo de coisa, libere o cartão de crédito pra ela gastar no shopping enquanto você assiste ou não reclame dods arranhões em seu braço após a sessão.
O filme acaba se arrastando (em capítulos) e fica extremamente tedioso pois só aparecem os dois atores, em diálogos profundos sobre o bem e o mal, delírios e traumas.
Bem ou mal, o filme rendeu a Palma de Ouro, no festival de Cannes, à atriz Charlotte Gainsbourg. Lars disse, em entrevista, que passou por momentos de pura depressão e que este filme foi o que o fez exorcizar seus demônios. Uau! Então, saia deste rolo em nome de Jesus! Aliás, observando por trás das lentes, o anticristo do título parece ter três letras iniciais: LVT.
Para saber mais: Site oficial: http://www.antichristthemovie.com/

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