Elenco: Brad Pitt, Eli Roth, BJ Novak, Mike Myers, Michael Fassbender, Diane Kruger, Til Schweiger, Julie Dreyfus.
Direção: Quentin Tarantino
Duração: 162 min.
Sinceramente, achei que Quentin Tarantino não conseguiria fazer nada melhor depois do fiasco de público que foi Kill Bill. Resolvi assistir me desprendendo de qualquer resquício de desprezo por seu trabalho. Como produtor, Tarantino até que escolhe algumas coisas engraçadas (Planeta Terror) e outras que beiram o sadismo total (O Albergue I e II, ambos dirigidos por Eli Roth – que também atua - e muito bem - em Bastardos). Enfim, acaba sendo um bom filme, acima da média eu diria. Um elenco muito bom (Brad Pitt na ponta do elenco e outros citados acima) e uma arrecadação boa na estréia nos EUA (US$ 38 mi). Durante a segunda grande Guerra Mundial, na França ocupada pelos nazistas, um grupo denominado “The Bastards”, compostos apenas por soldados americanos Judeus, aprontam várias para abalar as estruturas da alta cúpula nazista, arrancando os couros cabeludos de todos os nazistas pegos em emboscadas. Uma trama bem construída mas daquela velha forma Tarantiana de ser: conta em capítulos e em algumas partes, o tempo retrocede para contar alguma história. Quem viu Pulp Fiction, sabe o que eu quero dizer. Parece que esta é a única forma que Tarantino sabe dirigir, algo como um formato pré-concebido de se fazer filmes.
No geral, é um bom filme, com quase duas horas e meia de projeção, alguns dos diálogos são arrastados, lentos mas com um propósito em todas elas, com alguns desfechos interessantes e câmeras fixas. Muita ironia, algumas pitadas de humor e uma fotografia bem interessante.
O filme tem estréia marcada aqui no Brasil em 23/10 mas já vazou na internet, em arquivo de filmagem direta da tela.
Quem gosta de Tarantino, não pode perder.

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