domingo, 18 de outubro de 2009

Zombieland, EUA e Canada, 2009

zombieland

Elenco: Emma Stone, Woody Harrelson, Jesse Eisenberg, Abigail Breslin, Bill Murray e os Zumbis!

Direção: Ruben Fleischer

Gênero: Terror/Comédia

Distribuidora: Columbia Tristar

O filme ainda vai estrear aqui no Brasil (previsto para 4/12/09 e lá fora estreou em 2/10) mas já caiu na rede. Depois a indústria reclama da pirataria. Resolvi assistir já que as críticas lá fora são boas para o filme. Antes de comentar sobre o filme, visite o site http://www.zombieland.com e você terá várias informações sobre a produção, links para twitter, facebook e o escambau.

Enfim, o filme começa dando lições de como sobreviver em uma terra infestada de gente querendo devorar você no pior sentido da palavra. E já dita como será o clima durante o filme. O interessante aqui é que a história é contada por um rapaz de nome Columbus que é totalmente medroso e provavelmente este medo é que faz ele se manter vivo. Columbus encontra-se com Tallahassee, um dos raros humanos e juntos decidem partir para algum lugar sem zumbis. Columbus tem suas regras e segue-as à risca, o que irrita seu colega. Até que os dois se encontram com mais duas irmãs ainda em estado normal que decidem sobreviver de qualquer maneira, a qualquer custo. Até aqui, não contei nada de mais. O filme se desenrola com muito sangue e muito humor (algumas cenas são de chorar de rir). Bill Murray aparece no filme mas me recuso a contar pois perderia toda a graça desta parte do filme. Quando eu assisti, eu não sabia do elenco e sinceramente não devo ter prestado atenção aos créditos iniciais, cujas cenas são em câmera lenta e bem divertidos. Sinceramente, achei que fosse algum ator se passando por Bill mas nos créditos finais aparece o nome dele.

O diretor Ruben Fleischer mandou bem na direção, ágil e com sacadas interessantes e rápidas. O filme é cheio de indicações textuais das regras de Columbus e combinam bem com a ação. Não vá esperando um “Planeta Terror” ou um “Dia dos Mortos”. Vá sem expectativas e a diversão será garantida.

Recomendo assistir no cinema pois os efeitos, o som e a agilidade em algumas cenas no parque de diversões deverão ter um resultado muito satisfatório. Detalhe: no trailer do site indicado acima, vi algumas cenas rápidas que não constam do filme. Isso geralmente acontece, já que muitas das cenas deletadas são material extra nos DVDs que depois serão vendidos e também usados no material de divulgação.

Eu, certamente, estarei na estreia.

Bom filme!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Anticristo (Antichrist, Alemanha/Dinamarca/França/ Itália/Suécia, 2009)

 antichrist 

Elenco: Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg

Direção: Lars Von Trier

Duração: 104 (intermináveis) minutos

Quando ouvi falar deste novo projeto de Lars Von Trier, logo pensei: este filme vai ser uma droga. Assisti. Adivinha o que eu achei? Uma…droga! Mas vamos com calma.

Muitos julgam Lars como um embuste da indústria cinematográfica, outros o colocam em um pedestal com uma redoma de vidro e o idolatram. Eu não diria nem uma coisa, nem outra. Apenas que ele é um diretor que sobrevive da polêmica que ele adora causar.

Discordo totalmente do gênero terror a que o filme foi classificado. De terror não tem nada, não dá sustos nem mata de medo a platéia. Porém, trata de “horrores”, de até onde os seres humanos conseguem lidar com a dor. Em termos de gênero. fica mais para um drama psicológico.

Anticristo envolve um casal atordoado pela perda do filhinho que caiu de uma janela enquanto eles curtiam um momento íntimo. A cena inicial, nomeada prólogo, mostra cenas muito bonitas esteticamente falando, em preto e branco e câmera lenta e uma música muito bonita (Lascia ch’io Pianga, de Händel). Lars, na onda de Ken Park e 9 Songs, apela para o sexo explícito para mostrar que é polêmico (quanta criatividade dele…). O garotinho, antes de morrer estatelado no chão, flagra o casal transando. Isso pode explicar a relação sexo-morte que permeia o psicológico da protagonista. O casal vai para uma cabana numa floresta chamada Éden (dããã). Nesta cabana, a esposa já havia estado com o filho para terminar sua dissertação de Mestrado sobre o tratamento dado às mulheres pelos homens ao longo da história. Lá acabam passando por momentos de muito sexo (lógico), DR (Discussão de Relacionamento), conflitos psicológicos, sessões de psicanálise e experiências extremamente violentas e sádicas.

O nível de detalhamento das cenas violentas (há uma cena de mutilação, perfuração de membros e de ejaculação de sangue) é extremamente chocante para alguns estômagos sensíveis. Se a sua namorada odeia esse tipo de coisa, libere o cartão de crédito pra ela gastar no shopping enquanto você assiste ou não reclame dods arranhões em seu braço após a sessão.

O filme acaba se arrastando (em capítulos) e fica extremamente tedioso pois só aparecem os dois atores, em diálogos profundos sobre o bem e o mal, delírios e traumas.

Bem ou mal, o filme rendeu a Palma de Ouro, no festival de Cannes, à atriz Charlotte Gainsbourg. Lars disse, em entrevista, que passou por momentos de pura depressão e que este filme foi o que o fez exorcizar seus demônios. Uau! Então, saia deste rolo em nome de Jesus! Aliás, observando por trás das lentes, o anticristo do título parece ter três letras iniciais: LVT.

Para saber mais: Site oficial: http://www.antichristthemovie.com/

Bastardos Inglórios (Inglorious Basterds, EUA/AL, 2009)

ingloriousbastards_3

Elenco: Brad Pitt, Eli Roth, BJ Novak, Mike Myers, Michael Fassbender, Diane Kruger, Til Schweiger, Julie Dreyfus.

Direção: Quentin Tarantino

Duração: 162 min.

Sinceramente, achei que Quentin Tarantino não conseguiria fazer nada melhor depois do fiasco de público que foi Kill Bill. Resolvi assistir me desprendendo de qualquer resquício de desprezo por seu trabalho. Como produtor, Tarantino até que escolhe algumas coisas engraçadas (Planeta Terror) e outras que beiram o sadismo total (O Albergue I e II, ambos dirigidos por Eli Roth – que também atua - e muito bem - em Bastardos). Enfim, acaba sendo um bom filme, acima da média eu diria. Um elenco muito bom (Brad Pitt na ponta do elenco e outros citados acima) e uma arrecadação boa na estréia nos EUA (US$ 38 mi). Durante a segunda grande Guerra Mundial, na França ocupada pelos nazistas, um grupo denominado “The Bastards”, compostos apenas por soldados americanos Judeus, aprontam várias para abalar as estruturas da alta cúpula nazista, arrancando os couros cabeludos de todos os nazistas pegos em emboscadas. Uma trama bem construída mas daquela velha forma Tarantiana de ser: conta em capítulos e em algumas partes, o tempo retrocede para contar alguma história. Quem viu Pulp Fiction, sabe o que eu quero dizer. Parece que esta é a única forma que Tarantino sabe dirigir, algo como um formato pré-concebido de se fazer filmes.

No geral, é um bom filme, com quase duas horas e meia de projeção, alguns dos diálogos são arrastados, lentos mas com um propósito em todas elas, com alguns desfechos interessantes e câmeras fixas. Muita ironia, algumas pitadas de humor e uma fotografia bem interessante.

O filme tem estréia marcada aqui no Brasil em 23/10 mas já vazou na internet, em arquivo de filmagem direta da tela.

Quem gosta de Tarantino, não pode perder.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

The Crypt (A Cripta) (EUA, 2009)

the crypt

· Diretor: Craig McMahon

· Elenco: Michael Ranallo, Sarah Oh, Abra May, Cristen Irene e outros.

· Duração: 106 minutos

Estreou nos cinemas dos EUA em 25/6/09

Imagine você como a coisa está feia para roteiros de filmes de terror. Eu sou um dos poucos que acreditam que para um filme ser classificado como “Terror B”, tem que ser deveras criativo. Infelizmente não é o caso deste filme. A sensação é: por que eu perdi tempo vendo isso?

Enfim, um grupo de seis jovens delinquentes (um ex-detento e sua namorada, duas ladras de automóveis e outros delitos) se juntam para roubarem jóias de pessoas enterradas na época da grande depressão nos Estados Unidos. É claro que os espíritos dos mortos não deixarão isso barato. Eles estão lá, guardando o valioso tesouro. O lugar é claustrofobicamente chato, muitos labirintos e água brotando do solo. E lá eles terão que lutarem pela vida e curtirem a grana com a venda dos pertences dos presuntos. Maquiagem de segunda, trilha sonora ineficiente, muitas perguntas repetidas (o que mais se ouve no filme é “você está bem?”) e mortes que fariam Dragon Ball Z ou Naruto ganharem o título de violentos de tão fracas que são.

Para piorar tudo, o diretor percebeu que a película estava curta e resolveu enrolar no final, o que torna o filme ainda mais arrastado. E não adianta perguntar se eu estou bem...

Em suma, suma! Eu fiz a minha parte.

domingo, 8 de março de 2009

Ice Spiders (EUA, 2007)

Ice Spiders

  • Elenco: Patrick Muldoon, Vanessa Williams, Thomas Calabro, David Millbern, Noah Bastian
  • Diretor: Tibor Takács
  • Duração: 86 minutos

Caso típico de gente que tem dinheiro e acaba fazendo coisas toscas e, ao mesmo tempo, engraçadas. Filme produzido originalmente para TV, mais especificamente para o canal por assinatura Sci-Fi, já engana pela capa pois mostra uma aranha gigantesca quando na verdade as aranhas do filme são praticamente do tamanho dos seres humanos. Mas nada disso importa pois elas foram geneticamente modificadas e, num total de seis, estão à solta num resort de inverno. Muitos (de)feitos especiais, muita risada e uma história básica. Pra quem gosta de filmes assim, é um prato cheio. Diversão garantida! Caiu na teia, a gente assiste e comenta!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A contramão do Cinema

Há muito venho querendo escrever algo sobre os filmes chamados B. São filmes geralmente de baixo orçamento e temáticas sexuais, violentas ou no estilo gore (vísceras e muito sangue). Como bom apreciador do gênero, escreverei aqui as minhas opiniões sobre os filmes que eu já assisti e gostaria muito que todos os visitantes colaborassem com suas opiniões. Como esses filmes estão na maioria das vezes disponíveis apenas na rede ou em lugares obscuros, não citarei os locais de compra. Somente em caso de lançamento de títulos originais.

Espero que apreciem o Blog SÉTIMO ROLO, uma homenagem ao armário do sótão da sétima arte.

 

PH